- O MPF já ingressou com uma ação antes do exame para pedir o cancelamento da prova por causa da proibição do lápis. Qualquer irregularidade que houver, o MPF pode tomar as medidas cabíveis, visando a defender coletivamente os interessados, assim como fez no caso da proibição do lápis, da borracha e do relógio - disse a procuradora Maria Luiza Grabner.
Segundo ela, o MP pode abrir procedimento para investigar o ocorrido mesmo que não seja procurado pelos alunos que se sentirem prejudicados.
- Qualquer coisa que dificulte a realização da prova tem que ser averiguada, para ver se é uma questão crucial ou não - afirmou a procuradora.
Nenhum estudante vai ser prejudicado, diz presidente do Inep:
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Joaquim José Soares Neto, disse que nenhum estudante vai ser prejudicado por causa do erro na impressão no caderno de respostas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "Foi dada a orientação para que os estudantes seguissem rigorosamente a numeração [das questões", disse ele, em entrevista coletiva no fim da tarde deste sábado (6).
Mais cedo, a assessoria de impresa do Ministério da Educação havia admitido que houve uma inversão nos subtítulos do caderno de respostas. No caderno de questões, os primeiros 45 itens eram de ciências humanas e suas tecnologias e os outros 45, de ciências da natureza e suas tecnologias. Na folha de respostas, o primeiro subtítulo, referente às primeiras 45 respostas, era de ciências natureza. E, depois, havia o anúncio das respostas de ciências humanas.
Na entrevista, Soares Neto informou que o Ministério da Educação deve abrir um espaço, no site, a partir da semana que vem, para que os alunos que se sentirem prejudicados possam abrir um requerimento. De acordo com ele, cada caso será analisado separadamente e pode haver uma "variação" na correção. "Quem preencheu invertido, o Inep vai corrigir de forma invertida", falou.
A decisão de abrir um espaço para as reclamações dos estudantes foi tomada pelo presidente do Inep, em conjunto com o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo a assessoria, os dois conversaram por telefone sobre a falha de impressão.
De acordo com Soares Neto, o índice de abstenção foi de 27% neste sábado. A média, nas outras edições, foi de 28%.
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